quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Como desenvolvi Minha Técnica de Quarentena de Peixes

As observações que farei a partir de agora foram resultados de experiências que tive e pesquisas que fiz na Web, porém não sem nenhum embasamento científico de minha parte, uma vez que minha formação não tem absolutamente nada haver com a área Biológica.
Um breve história...
Você passa em uma loja vê aquele peixe que você estava procurando há meses, você não resiste e o leva para casa, contrariando sua mãe ou esposa.
Chegando em casa, você faz todo processo de aclimatação, afinal de contas, você é experiente não vai dar um choque de Ph ou temperatura no peixe.
O peixe está lindo, esbanjando saúde, o vendedor falou que já foi quarentemado em sua loja e realmente, não apresenta nenhum sintoma além de alimentar-se normalmente.
Hora da soltura, pronto, nada normalmente e parece bem adaptado aos demais moradores do aquário, lindo, você tira algumas fotos para postar para os amigos, afinal aquele é um exemplar é um espetáculo.
Dois dias depois, você verifica que o peixe parece nadar estranho, isso não é normal, você é um bom aquarista, observa seu aquário diariamente para perceber qualquer variação e aquilo definitivamente não é normal, você retira o peixe para o aquário hospital para ficar em observação, enquanto entra no fórum para tentar ajuda de um amigo com mais experiência.
No dia seguinte, o peixe está morto, ao observar seu aquário, verifica que tem outro peixe morto, situação se repete dia após dia, a sequencia é impressionante, ao fim de duas semanas restaram apenas alguns poucos peixes de fundo. Seu aquário antes tão lindo e motivo de orgulho fora dizimado.
Você reflete sobre o ocorrido, investira em um aquário high tech, equipamentos de ultima geração que monitoram os principais parâmetros da água, iluminação especial, filtragem superdimensionada com mídias de excelente qualidade, a alimentação dos peixes é de uma marca conceituada. Investiu também um aquário hospital com os equipamentos necessários, mas esqueceu de um ponto chave, você não tem aquário para quarentena (Aquário de quarentena, é um aquário devidamente ciclado, com filtragem e iluminação, onde o peixe deve passar por volta de 40 dias antes de ser introduzido no aquário principal).
Este relato que acabei de passar para vocês, é na verdade a triste experiência que tive, quando introduzi quatro botias palhaço em meu aquário plantado em 10/2007 e uma delas apresentou sintomas de tuberculose, em duas semanas perdi quase todos os meus peixes, com exceção de duas coridoras que tenho até hoje.
Aprendi da pior forma possível que a quarentena é algo que muitas vezes não se dá muita atenção, más é extremamente importante e pode ser a linha entre o sucesso e o fracasso de uma montagem.
Montei um aquário apenas para quarentena, nada entrava em meus aquários sem que antes passar por este processo, fossem plantas, invertebrados ou peixes.
Porém em 04/2010, tive um surpresa muito desagradável.
Recebi oito bettas fêmea que um amigo me trouxe da Tailândia, eram bettas extremamente lindos, percussores da linhagem super gold e com excelente potencial genético. Os peixes foram postos em um aquário de quarentena e após este período, duas fêmeas foram introduzidos em um aquário de fêmeas White Dragon, enquanto as demais foram postas em aquário separado.
As bettas postas com os Dragon apresentaram infecção por Columnaris, à doença se alastrou e eu perdi todas as fêmeas daquele aquário. Fiquei sem entender, mesmo após os 40 dias a doença apareceu e mais intrigado quando percebi que os bettas postos no aquário apenas com Golds, não apresentaram nenhum sintoma.
Pesquisei bastante e li um texto muito interessante que desmistificou para mim o problema. O texto possuía um paragrafo sobre quarentena que me chamou a atenção, informando que não necessariamente o peixe que chega deve estar doente para gerar um problema. Um aquário é um ambiente complexo, que atinge um equilíbrio com a maturação, este equilíbrio significa também uma resistência por parte dos indivíduos que ali vivem em relação a alguns patógenos contidos no sistema. Quando um novo peixe é introduzido, seu sistema imunológico talvez não esteja pronto para aquele ambiente, isso atrelado a stress, pode fazer com que tais patógenos venham a aproveitar-se dessa baixa imunidade para se manifestar. Com isso o peixe recém-introduzido serve de veículo para que a doença ganhe força e se espalhe para os demais indivíduos. O patógeno até então inofensivo para os habitantes do aquário, agora se torna uma epidemia.
Entendi meu erro, em nenhum momento os bettas que chegaram tinha tido contato com a água do aquário para o qual iriam. Novamente descobri da pior forma possível.
Baseado nas experiências que tive, hoje utilizo o sistema de quarentena da seguinte forma: Os peixes são introduzidos no aquário de quarentena, a cada 10 dias, é realizada uma Tpa de 50% do volume do aquário, introduzindo 30% de água nova + 20% de água do aquário principal.
Após a utilização deste método, verifiquei que a introdução da água do aquário faz uma grande diferença e por muitas vezes resultou em prevenção de inúmeros problemas que foram detectados ainda durante a estadia dos peixes na quarentena.

Espero que tenham gostado e que as informações sejam úteis para vocês, e peço desculpas por erros que por ventura venha a identificar no texto.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Tratamento Eficaz contra Hidropsia

Este texto não tem embasamento científico, tudo que será apresentado aqui é baseado em experiencia prática. Sendo assim, me responsabilizo por nenhuma perda que o mesmo venha causar.
Primeiramente gostaria de lembrar que não descobri a cura para 100% dos casos de Hidropsia, apenas desenvolvi uma metodologia de eleva em 50% as chaces de sucesso no tratamento.
Este método não é adequado para inciantes, por ser perigoso.
Toda e qualquer enfermidade o melhor remédio é a prevenção!

PROCEDIMENTO

Preparo da solução anestésica

Diluir 0.5ml de óleo de cravo em 2ml de álcool 70%, em seguida adicionar a mistura em 1L de água mineral.

Preparo da água do aquário hospital
Diluir 1 comprimido de 500mg de tetraciclina em 10 ml de água mineral, coletar 0.1 ml da solução para cada litro de água do aquário.
Utilizar Sal amargo na proporção de 5g por litro
Deixar a temperatura do aquário em 28°C (utilizar termostato)

Procedimento para remoção do líquido da hidropisia:

Em um recipiente que comporte 1 litro da solução anestésica, o peixe deve ser posto até que perca os sentidos.
Após a perda dos sentidos, o mesmo deve ser posto sobre a toalha úmida, que deve ser umidificada a cada 20 segundos, pondo água principalmente na cabeça do peixe.
Com um cotonete umedecido em tintura de iodo, passe suavemente sobre a lateral esquerda do abdômen do peixe.
Com uma seringa de 1ml , inserir a agulha na lateral esquerda do abdômen e puxar levemente o líquido do interior do peixe. Em geral é necessário fazer 3 furos, sempre na esquerda.
O Procedimento deve levar menos de 2 minutos, pois o peixe começará a acordar e pode pular.

Inserir o peixe no aquário hospital com a solução preparada anteriormente e trocar 70% da água a cada 24 horas

Alimentação:

Manhã
1 camarão cru
1 dente de alho
Picar bem o alho com uma colher de café de água (Sem cloro), amassar bem e coar em um filtro de café.
Picar o camarão em pedações bem pequenos e adicionar o alho e servir pequenos pedaços a medida que o peixe vá comendo.

Obs: não podem ficar pedaços no aquário, se o peixe não comer sifone o fundo.

Tarde
1 gota de suplemento vitamínico (Avitrin Plumas), para 100ml de água mineral
Adicionar 1ml da solução a pasta de camarão, aguarda 10 minutos e servir os pedações ao peixe.

Noite
2 gotas de oxitetraciclina (Avitrin Antibiótico), para 50ml de água mineral.
Adicionar 1 ml da solução a pasta de camarão, aguardar 10 minutos e depois servir os pedaços ao peixe.



quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

As Folhas Mágicas da Castanhola (Amendoeira)

Certamente a planta não é desconhecida sua. Esta planta é conhecida no Brasil por vários nomes comuns, de acordo com a região ela pode ser chamada de Amendoeira, Castanheira, Castanheira Portuguesa, Castanha da Índia, Castanhola, Sete Copas, Chapéu de Sol e possivelmente outros nomes. Ela foi introduzida no Brasil pelos Portugueses trazida da Índia no período de colonização do nosso país, adaptou-se perfeitamente aos diversos climas do nosso gigante e hoje se ninguém falar nada muita gente vai continuar pensando que ela é nativa, mas não é, é uma planta exótica. No exterior o nome mais comum é Indian almond leaves mas não é difícil ver a planta sendo chamada de folhas milagrosas ou folhas mágicas. Mas o que tem essa planta de especial? Esta planta é hoje em dia alvo de diversas pesquisas farmacêuticas, inclusive, um dos metabólitos presente em suas folhas já foi identificado como bactericida e fungicida entre outras possíveis aplicações, entre elas, contra o câncer. Ela é usada na medicina popular da Ásia a séculos e além disso é usada como tônico e coadjuvante no tratamento de peixes ornamentais, este segredo foi guardado por muito tempo pelos orientais e com o advento da internet essa informação finalmente vazou, embora pessoas mais informadas já tenham ciência do uso destas folhas no oriente aqui no Brasil ainda não se tem conhecimento, pelo menos não foram divulgados, da aplicação prática na criação e manutenção de peixes ornamentais. Quem conhece um pouquinho como é feita a criação de peixes na Ásia sabe que qualquer brasileiro se assustaria com a quantidade de peixes que são mantidos em tanques e viveiros, uma quantidade muito superior a qualquer média comumente conhecida e estabelecida entre nós. Ficamos imaginando que seria esperado um grande número de mortes e de problemas relacionados ao excesso de população em uma criação tão intensiva... mas não é o que ocorre, os asiáticos sempre assombraram os ocidentais com o volume de produção. Um dos segredos é a qualidade da água e é exatamente ai que a folha da Termina lia catappa entra. Na criação de peixes de corte, Tilápias por exemplo, a T. catappa é uma alternativa reconhecida ao uso de antibióticos. Entre as qualidades que hoje podem ser encontradas testemunhadas em sites e fóruns das mais variadas nacionalidades estão: * Estimulante da reprodução; * Alto poder antifúngico; * Alto poder antibactericida; * Alto poder antiparasiticida; * Intensificação das cores dos peixes; * Melhoria da saúde geral dos peixes; * Diminuição do PH; * Simula condições de águas escuras (chá mat). As folhas secas da Terminalia catappa são amplamente utilizadas por criadores de Bettas, Discos e demais peixes de água ácida principalmente, no entando é fácil encontrar referência de uso com diversas outras espécies como Rásboras, por exemplo. As folhas são usadas secas dentro do compartimento de filtragem, local de grande circulação de água na proporção de 1 folha para cada 15 galões, o que em litros dá 1 folha para cada 56L mais ou menos. Estas folhas hoje tem um forte comércio internacional sendo muito apreciadas por criadores de Killifishes e Discos europeus (principalmente Alemanha) e atualmente encontra um comércio em expansão entre os hobbystas americanos, que as tem adiquirido pela internet. Um saquinho contendo cerca de 10 folhas custam a bagatela de U$ 7,50 nos EUA. Com tantas qualidades e tantas referências positivas fico imaginando por que o Brasil que tem essa planta de norte a sul não há referências do seu uso ou experimentação... certamente espera-se que um grande site americano anuncie a venda para então a febre chegar até aqui. Por que não tentar? Se você ficou curioso a respeito acho que é totalmente válida uma experimentação, para os criadores de Betta acostumados a usar a folha de bananeira no tratamento de algumas infecções tem aí uma excelente oportunidade para experimentar. Para usar as folhas recomenda-se colhê-las ainda verdes e secá-las a sombra, isso evita que juntamente das folhas secas coletadas no chão sejam introduzidos no aquário agentes contaminantes que aproveitam a morte da folha para se instalar, obviamente o poder de defesa da folha é muito maior quando ela ainda está viçosa e saudável em seu galho. Após a coleta as folhas devem ser lavadas e dispostas para secagem, após a secagem basta dispô-las em local de grande circulação de água, neste caso os filtros. Vale lembrar que a folha, como mencionado acima, tingirá a água de uma coloração amarelada cor de chá, então se você não aprecia a coloração esteja avisado. Efeitos esperados Espera-se que os peixes reajam exibindo todo seu vigor, tenha baixa suscetibilidade a infecções e tenham suas cores intensificadas, estes são os efeitos gerais associados ao uso das folhas. Na reprodução, é esperada diminuição e até ausência de ovos fungados (ovos brancos) bem como um aumento no número de alevinos sobreviventes aos primeiros dias. Modo de Uso Cada folha pode tratar até 56L (10G) de água. Simplesmente coloque a folha inteira no seu aquário ou qualquer recipiente com água e a deixe lá por pelo menos 5 dias ou até 10 dias para obter melhores resultados. A água irá gradualmente tornar-se cor de chá nos dias subsequentes, primeiro uma cor suave intensificando com o decorrer da aplicação. Se você tem um recipiente com menos de 56L pode-se aplicar as folhas em separado e ir diluindo a solução no recipiente que se quer tratar, mas pode-se ainda diminuir a proporção das folhas em relação ao conteúdo do recipiente. As folhas devem ser removidas após 10 dias de uso visto que todas as suas propriedades benéficas como o ácido taninico já foram liberadas no tanque. Para pequenos recipientes, como betteiras de criação, pode-se usar um recorte da folha de uns 3.5 a 7cm2 adicionado diretamente ao recipiente, deixando-o lá por pelo menos 3 dias ou cinco para melhores resultados. O tratamento da água com as folhas da Terminalia catappa diminuem a necessidade de trocas desses recipientes de várias em uma semana para uma por semana, mesmo assim não se deve deixar de fazer trocas. Fonte:pedigree bettas brasil

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Sistema de refrigeração Alternativo para aquário. O sucessor do Chiller!!

Bem pessoal, estou realizando alguns testes em um novo sistema de resfriamento para aquário baseado em um projeto de torre de resfriamento. Até o final da semana estarei fazendo os testes do novo sistema e postando aqui para vocês

Criando um aquário plantado para Kinguios

Minha intenção com este texto é mostrar que é possível manter Kinguios em aquários densamente plantados e com companhia de outros peixes. Sabemos que Kinguios são comedores de plantas, adoram revirar o fundo do aquário, mas isso não impede definitivamente que possam se mantidos em aquários plantados. As plantas produzem oxigénio, absorvem o dióxido de carbono produzido pelos peixes e ajudam na renovação dos detritos orgânicos. É esta a capacidade que permite às plantas contribuírem de uma forma decisiva para a criação de um ambiente estável no aquário, então por que não utilizá-las em nossos aquários de Kinguios? Não estou no papel de dono da verdade, só quero mostrar que é possível montar um aquário com Kinguios, plantas e outros peixes em perfeita harmonia. Sempre que leio relatos de pessoas que não tiveram sucesso com aquário plantado e Kinguios, os problemas são sempre os mesmos: “No dia seguinte as plantas amanheceram boiando”; “Meus Kinguios devoraram minhas plantas”, etc.
Bem, embora seja perfeitamente possível manter kinguios e plantas, temos que ter em mente que, estamos lidando com herbívoros grandes, então se você for introduzindo plantas de uma hora para outra, estará servindo apenas um lanche para estes carinhas. Antes de mais nada, quero deixar claro que estou falando de aquários densamente plantados, com camada fértil e injeção de CO2 e não aquário com plantas, sendo assim, devemos fazer um pequeno planejamento, onde cada planta além de decorar o aquário, terá uma função de minimizar ação dos nossos Kinguios. Kinguios gostam de revolver o fundo do aquário, então plantas recém-plantadas ou frágeis não terão muitas chances, além disso, este hábito pode levar a exposição da camada fértil gerando uma explosão de algas e/ou colapso no sistema. Devemos começar escolhendo o substrato, gosto muito de laterita + húmus + areia lavada, e por se tratar de uma combinação barata e de fácil aquisição estarei me referindo a esta, embora nada impeça que sejam feitas substituições da camada fértil. Na camada fértil, utilizo o procedimento comum, camada 1 cm de cascalho de laterita, 2 cm de húmus. É na camada inerte que vem a modificação: uma camada de cerca de 1cm de areia lavada, uma camada de seixos com granulometria média de 1 cm e uma nova camada de areia lavada com altura mínima de 3 cm. A função dos seixos é criar uma região de difícil acesso caso os Kinguios venham a conseguir vencer a primeira camada. Após escolha e disposição do substrato, vamos escolher as pedras e troncos. As pedras não devem ser pontiagudas, nem mesmo serem muito ásperas, uma boa sugestão é a utilização de seixos de rio, que devem ser bem apoiados para evitar que se desloquem e acabem prendendo algum kinguio. Evite também formação de grutas muito apertadas ou de difícil saída, tanto pelo motivo anterior como para evitar que se machuquem. Quanto à utilização de troncos, só recomendo se os mesmos já estiverem bem curtidos em aquário, para evitar que acidifiquem muito a água. Agora vamos à escolha das primeiras plantas. Um carpete deve ser formado para proteger o substrato de forma a impedir que os Kinguios tenham acesso. Neste caso utilizar um substrato com plantas de folhas resistentes e de altura próxima de 6 cm é muito importante para este fim. Como boas opções destaco as seguintes plantas: Echinodorus portoalegrensis, Echinodorus tenellus, Echinodorus quadricostatus, Echinodorus parviflorus, Eleocharis parvula, Sagittaria subulata e Sagittaria subulata forma pusilla.
Os peixes só devem ser introduzidos no aquário após o carpete ter fechado todo substrato, esse é um dos motivos pelo qual não acho muito bom que sejam utilizadas plantas de crescimento lendo para este fim, visto que o tempo de espera pode ser muito longo. O próximo passo é proteger as demais plantas, do apetite dos gordinhos; para isso, uma planta de crescimento rápido e folhas macias pode ajudar muito. Recomendo que, se possível, sejam introduzidos alguns ramos no aquário onde estão os Kinguios, pois como estes não tem contato com plantas a muito tempo, e nem sempre tem sua dieta herbívora totalmente satisfeita, possam reduzir seu interesse. Neste ponto também recomendo que a ração dada aos peixes seja rica em spirulina, pois reduz o apetite por plantas. As plantas que julgo mais adequadas para este fim são: Hygrophila corymbosa (Blume), Hygrophila corymbosa (Siamesis), Hygrophila corymbosa (Stricta), Hygrophila difformis, Hygrophila difformis (Variegata), Hygrophila polysperma, Higrophila polysperma (Ceylon), Hygrophila polysperma (Sunser), Elódeas (Egeria densa), Rabos-de-Raposa (Ceratophyllum demersum), Samambaias-d'Água (Ceratopteris thalictroides), Cabombas (Cabomba caroliniana) dentre outras. Agora, vamos falar de pH. Em aquários densamente plantados é muito importante a injeção de CO2, e como o CO2 reduz o pH, alguns cuidados devem ser tomados. Kinguios podem ser mantidos em uma faixa de pH que vai de 7.0 à 7.6, neste caso, em aquários densamente plantados é mais fácil mantê-los com pH 7.0. Mas isso não é tudo, pois em minha experiência com estes peixes verifiquei que os mesmos quando mantidos em pH ácido tendem a desenvolver-se mal, bem como ficam mais suscetíveis às doenças. Sendo assim, é necessário que este pH seja bem estável, para isso recomendo um kH por volta de 5 à 6 dH. Uma forma de manter o pH, além do que foi descrito, é utilizando um pequeno sachê de pó de ostras no filtro, a dificuldade neste método é a quantidade, mas com um pouco de paciência você consegue dosar de forma eficiente. Quase esqueci de um outro ponto muito importante, não só para aquários plantados de Kinguios, mas para qualquer plantado. A iluminação intensa, necessária para se manter algumas plantas deve ser minimizada em alguns pontos, ou seja é de suma importância que os peixes tenham locais de sombra para descansarem da luz. Umas das melhores plantas que encontrei para este fim são: Nymphaea amazonum, Nymphaea lotus, Nymphaea sp., Nymphoides aquática, Nymphoides cristata. Lembrando que estas plantas exigem podas regulares para evitar que venham assombrear as plantas. Falamos de plantas, de substrato, mas e a companhia? “Kinguios só devem ser mantidos com kinguios”, na minha opinião, não está totalmente correto. É fato que Kinguios são lentos e por possuírem caudas longas serão atacados por outros peixes. Mas isso não é uma regra, pois existem peixes que não tem hábito de perseguir e mordiscar. Dentre os peixes que podem conviver bem com Kinguios estão as Coridoras, ou mesmo os Cascudos, que devem ser compatíveis com o tamanho dos kinguios para evitar que estes tentem bancar o Oscar, e os Tanictys. Estes últimos, para mim, são as melhores opções, pois podem viver em parâmetros muito semelhantes, além de serem calmos e rápido para o caso de algum Kinguio querer fazer um lanche.
Verifiquei vários pontos positivos na associação de Kinguios com Tanictys, dentre elas a que mais me chamou a atenção foi o fato dos Tanictys nadarem lado a lado com os kinguios, aparentando mordiscá-los no corpo. Inicialmente interpretei como agressão, mas notei que alguns kinguios aproximavam-se do cardume de Tanictys e ficavam esperando por este comportamento, como isso fosse agradável. Mantenho meu aquário à bastante tempo sem problemas e meus peixes estão indo muito bem. Tenho certeza que seus kinguios seriam mais felizes se pudessem contar com os benefícios das plantas e companheiros em seu aquário. Espero que tenham gostado do texto, peço desculpas pelos erros, mas não sou muito bom nisso, hehehehe. Um abraço.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

6 LIÇÕES DE PEDRAGISMO - NOÇÕES BÁSICAS, DICAS E CONSELHOS

As rochas são utilizadas em aquários muito antes da popularização no “Nature Aquarium”, que busca principalmente no paisagismo japonês tradicional técnicas para a composição de layouts harmoniosos, milimetricamente calculados e exageradamente perfeccionistas. A exploração desses elementos inertes “cheios de vida” e complexidade permite a construção de paisagismos luxuriantes, cheios de riqueza e disseminando beleza nos olhos de seu espectador.

As rochas são, sem sombra de dúvida, o elemento mais estável de um paisagismo. Elas possuem uma grande capacidade de direcionar o olhar de quem contempla um aquário, que inconscientemente utiliza esses elementos inertes para “passear” com os olhos num layout. Por conseguinte, freqüentemente as rochas são a peça-chave para o equilíbrio de todo um paisagismo, que se apóia na própria solidez característica da rocha. Esses belos elementos estabilizam o aquário, podem dividir moitas de plantas e inclusive determinar o caminho que cardumes de peixes percorrem no aquário!
Esse artigo mostrará algumas lições básicas para a composição de jardins aquáticos utilizando rochas como principal elemento inerte. Essas lições não são “leis”, embora seja extremamente aconselhável seguir algumas à risca. Você pode utilizar várias dessas orientações em conjunto, ou prender-se à apenas uma delas. Enfim, aproveite-as.

1. PACIÊNCIA

A principal lição básica do pedragismo. Você deve estar se perguntando: “Por quê ter paciência com uma rocha, se ela não cresce, não muda de lugar e não se mexe?”. Acontece que, encontrar um bom posicionamento de uma rocha num paisagismo nem sempre – ou melhor, quase nunca – é tarefa fácil. Construir uma composição de rochas é, de fato, um exercício de paciência. Muitas vezes, mover uma única rocha de uma composição significa mover todas! Algumas peças teimam em não se manterem no lugar, tombam para os lados, desequilibram-se. Outras fazem sombras excessivas. Muitas não permitem que sua melhor face seja explorada nesse ou naquele paisagismo.
Diante de tantas confusões, uma valiosa dica é primeiro projetar a composição que será utilizada no layout, e depois ir atrás de rochas que se “encaixem” no projeto, buscando peças que mais se aproximem da proposta desejada – outro grande teste de paciência!

2. DISPOSIÇÃO DA ROCHA EM RELAÇÃO AO SUBSTRATO



A rocha é um elemento que serve como base ao paisagismo, equilibrando-o e dando apoio a ele. Sendo assim, é necessário que a rocha transmita estabilidade e solidez, ou seja, aquela famosa disposição de rochas equilibradas uma ás outras, seja formando “pilhas”, tocas artificiais ou “castelinhos” (bastante freqüentes em aquários de iniciantes) é um verdadeiro “pecado” do aquapaisagismo, comprometendo toda a beleza de um layout, que fica muito mais agradável se todas as rochas estiverem descansando sobre o substrato.
No entanto, não basta só colocar a rocha sobre a areia, pois frequentemente ela continuará desequilibrada. É necessário “assentar” a rocha no substrato, o que pode ser feito facilmente com areia cobrindo parte da rocha até que ela pareça estável, como se estivesse naquela posição há muito tempo, com os sedimentos cobrindo parte dela.


3. CENTRO DE GRAVIDADE

Essa lição têm uma íntima relação com a anterior, já que o centro de gravidade de uma peça tem tudo a ver com o equilíbrio da mesma. No paisagismo aquático, é muito bom aproveitar a diagonalidade de uma rocha, contudo, é quase obrigatório respeitar o centro de gravidade da mesma. Sendo assim, jamais force o ângulo de inclinação de uma rocha apoiando-a sobre outra menor!

4. TRIANGULAÇÃO
A triangulação é um artifício inspirado numa das mais antigas técnicas de paisagismo japonês – o sanzon. A forma mais tradicional consiste de três rochas, uma maior e outras duas menores, que equilibram a primeira. Essa composição forma um triângulo imaginário, cujas vértices localizam-se no ápice de cada rocha. As outras duas triangulações mais comuns são compostas por 5 e 7 rochas, que formam 2 e 3 triângulos imaginários, respectivamente



5. AGRUPAMENTOS DE ROCHAS - DUAS OU TRÊS PEÇAS

Principalmente quando usamos pares de rochas (onde a triangulação frequentemente se torna inviável), devemos explorar a diagonalidade das rochas em relação ao substrato. Um esquema muito simples para compreender essa técnica é a apresentada a seguir, que exibe as disposições de rochas (representadas pelos círculos cinzas) mais aconselháveis. As rochas possuem tamanhos diferentes, e o melhor modo de visualizar esse gráfico é considerando a rocha central localizada na proporção de ouro do aquário.




6. TIPOS DE ROCHAS UTILIZADAS

No paisagismo “nature aquarium”, idealizado pelo fotógrafo e aquarista Takashi Amano, as rochas do tipo seixo rolado de rio quase não são utilizadas, pois na maior parte das vezes o formato delas não permite a exploração de diagonalidades e triangulações, já que rochas arredondadas não tem um ápice definido.
As rochas claras também são por vezes negligenciadas (embora não sejam “proibidas”). Além de se confundirem com o substrato geralmente claro, essas rochas chamam muito a atenção para si próprias, criando pontos de tensão exagerados. As melhores cores para rochas são a marrom, a avermelhada e a cinza-escura (conhecidas no ramo da jardinagem como “azuis”).
Não se deve posicionar rochas extremamente semelhantes (tamanho e forma) muito próximas. Uma dos recursos que as rochas nos permite é utilizar-se de particularidades que cada peça possui, e devemos aproveitar isso. Sendo assim, um outro grande erro cometido no pedragismo é manter rochas parecidas em pares “gêmeos”. No entanto, deve ficar bem claro que jamais devemos utilizar rochas de diferentes tipos num mesmo layout!

Flávia Regina Carvalho, setembro de 2004

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Mini estufa de garrafa pet para emergir plantas de aquário

O cultivo emerso pode ser interessante tanto por si só, quanto como forma de propragação auxiliar para o aquário, já algumas plantas apresentam um crescimento bem mais rápido emersas, além de ser uma forma mais segura e barata de cultivo, já que não há problemas com algas, não precisa de sistema de filtragem e nem de aquecimento, então, quando houver uma quantidade desejável da planta, poderá passá-la para o aquário, de preferência com um período de readaptação ao meio aquático.
As únicas exigências do cultivo emerso são a iluminação, umidade e manter sempre um substrato bem encharcado.

Bem, aquí vai uma dica de construção de uma mini estufa feita de garrafas pet, que pode ser usada para adaptação de plantas ao cultivo emerso.

Material para confecção da estufa:

Duas garrafas de refrigerante de 2L (Transparentes)
Tosoura
Broca de 3mm (se você for usar furadeira ou Dremel, caso contrário use um prego)
Lã acrilica

Sobstrato:

Humus de minhoca
Areia de jardim
pó de xaxim (opcional)

Modo de fazer:

1° passo: Cortar o fundo de uma das garrafas, conforme a figura abaixo:



A garrafa deve ficar assim:



2° passo: Fazer furos na segunda garrafa com uma broca de 3mm, prego quente, ou o que você tiver no momento.



Deve ficar bem espaçado, uns 10 furos já são o bastante:



3° Passo: Corte a parte de cima da garrafa que você fez os furos:



Você vai obter duas peças:



4° Passo: Obstrua a boca da garrafa a qual você retirou o fundo, com lã acrílica:



5° Passo: Encha a base da segunda garrafa com água até a metade da altura



6° passo: Ponha o substrato (mistura de areia de jardim, húmus de minhoca e pó de xaxim) na garrafa cuja a boca foi obstruída com lã acrílica.



7° passo: Faça a montagem conforme a figura:



Você deve descer a garrafa até que a água fique no nível do substrato.

8° Passo: Plante a muda recém retirada da água.



Por ultimo: Encaixe a parte superior da garrafa que você fez os furinhos:



Venho utilizando este método a algum tempo e até o momento tive bons resultados:
Deixo aquí algumas estufas que fiz anteriormente e já estão com as plantas bem desenvolvidas.





Espero que tenham gostado, desculpem a qualidade das fotos, mas eu sou um péssimo fotografo.
Em caso de dúvidas é só posta aquí, eu terei prazer em esclarece-las.